segunda-feira, 19 de novembro de 2012

4 lições do pôquer para sua carreira

Administração de patrimônio

Nos campeonatos internacionais, todos os participantes saem do mesmo ponto de partida: as 30 mil fichas. Na prática, todos têm as mesmas chances, mas a forma como cada um vai administrar as suas apostas é individual.

“Um jogador tem de ser muito criterioso na gestão do seu investimento. É fundamental saber a hora de ser agressivo e aumentar a aposta e a hora de ser conservador, recolhendo um pouco a ousadia”, explica André.

O raciocínio é o mesmo com relação ao seu salário, seu pró-labore, seu negócio próprio ou qualquer outra fonte de receita: se for muito conservador, vai perder a oportunidade de crescer. Mas o excesso de agressividade pode te levar à bancarrota.

Entender padrões de comportamento


Um dos maiores desafios da vida profissional é entender os padrões de comportamento de líderes e colegas de trabalho para lidar com eles da melhor forma possível. Na mesa de pôquer essa é a principal habilidade a ser trabalhada. “Eu chego a passar oito rodadas sem me mexer muito na mesa, apenas observando como cada jogador se comporta: percebo coisas como quem paga a aposta quando tem o segundo par, quem fica sério quando não tem jogo e quem faz piadinha quando tem alguma coisa na mão”, diz André.

Essa é parte mais difícil do jogo – tanto do profissional quanto do pôquer. Assim como você estará analisando os padrões de comportamento de seus colegas, o inverso também acontece. Mas isso não significa que a tática vá virar uma queda de braço. “Estudar o comportamento alheio vai criar uma biblioteca da pessoa com quem você trabalha. Com isso você consegue compreender melhor como ele te enxerga e o que fazer para que essa visão esteja a seu favor.”

Conhecimento para coragem

Para ser um campeão de pôquer, nada mais fundamental que coragem. “Não dá para deixar nada para a próxima. A melhor estratégia é encontrar sempre a jogada mais lucrativa.” Por isso, é preciso uma boa dose de ousadia, uma vez que as inseguranças não podem paralisar o profissional ou o jogador. “O famoso deixa para amanhã não existe na mesa.”

Tanta coragem não vem de dom ou iluminação divina. Assim como no trabalho, a consciência e a dedicação é que gera a segurança. “Se você estuda o jogo, se empenha na partida e se dedica na identificação das oportunidades é mais fácil ter coragem”, diz André.

A hora do all in

Um dos momentos mais dramáticos de uma partida de pôquer é a hora que um dos participantes declara o chamado all in, ou seja, aposta todas as suas fichas naquela rodada. Neste momento, ele sabe o que tem na mão, mas não sabe qual será a reação e nem tem conhecimento das cartas que estão com seus oponentes.

Na vida profissional, apostar todas as fichas em um projeto ou em um movimento também é um dos momentos mais difíceis. As dúvidas são muitas, mas é fundamental acertar na hora de colocar todas suas fichas na mesa. “É aquela hora em que você vem construindo uma carreira e gostaria de dar uma guinada ou mudar de área. Tem de ter coragem e apostar todas as suas fichas no plano, enfrentando a insegurança, o receio e até a possibilidade de abandonar projeto em busca de uma nova alternativa”, diz André. “Não dá para prever a reação do outro, mas você sabe que seu jogo tem valor.”
Fonte: vocesa.abril.com.br

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